Festival Magia Negra 

Festival de multilinguagens culturais de defesa, promoção e abertura de espaço para livre vivência das manifestações de cultura afro e afro brasileira na periferia de Brasília, Atrelado a ações de políticas transversais para a promoção da igualdade racial, enfrentamento ao racismo, a homofobia e ao sexismo, nasceu como ideal escrito em 2017, seguiu para o edital do FAC – Fundo de Apoio a Cultura em 2018, teve sua 1ª edição em abril de 2019, a 2ª em outubro de 2022 e a mais recente, 3ª edição em junho de 2024 . 

Festival de multilinguagens culturais de defesa, promoção e abertura de espaço para livre vivência das manifestações de cultura afro e afro brasileira na periferia de Brasília, Atrelado a ações de políticas transversais para a promoção da igualdade racial, enfrentamento ao racismo, a homofobia e ao sexismo, nasceu como ideal escrito em 2017, seguiu para o edital do FAC – Fundo de Apoio a Cultura em 2018, teve sua 1ª edição em abril de 2019, a 2ª em outubro de 2022 e a mais recente, 3ª edição em junho de 2024 . 

O Magia virou uma referência não só em Samambaia, periferia de Brasília, com maioria da população jovem, pobre e negra, mas também para a Capital e até fora dela quando se fala em evento popular, de arte, cultura negra e política que ensina, apresenta e fomenta a arte ancestral, orientando a todos sobre as raízes identitárias da cultura brasileira e suas referências históricas.

Somando as 2 primeiras edições o Festival contou com público presente de quase 7 mil pessoas e impactou/ conversou com mais de 25 mil de forma digital, foi matéria do maior portal de cultura digital do mundo – a plataforma Google Arts In Culture, oportunizou emprego e renda para mais de 90 pessoas entre artistas, técnicos e comunidade em geral de Samambaia e outras cidades que circundam Brasília, adentrou 3 escolas da rede pública de ensino promovendo palestras, filmes mostras fotográfica e apresentações artísticas, reafirmando a importância da  tríade informação, educação e atuação artística para a formação de uma sociedade  anti racista, consciente social e politicamente.

Há no Festival Magia Negra um vitrine de artistas locais negros, uma variedade de serviços e produtos advindo das comunidades, organizações, terreiros e coletivos populares, com conseguem divulgação e espaço para escoamento de sua produção potencializando suas rendas e consequêntemente enxertanto recursos da esconomia criativa em diversas outras áreas da economia da cidade, de forma que a vivência e manutenção da negritude promovem educação, renda, educação, valorização e empoderamento como  impactos e desdobramentos econômicos, sociais e culturais gerados a partir desta iniciativa. 

Conheça a história do Festival

Idealização e coordenação geral do festival que existe regionalmente na periferia de Brasília, na cidade de Samambaia Norte onde foi realizado em outubro de 2019, abril de 2022 e junho de 2024. É um festival transversal, singular, multicultural e diverso de defesa, promoção e vivência das manifestações de cultura popular afro e afro brasileira praticadas em Brasília, cidade conhecida por sua identidade cultural de origens negras e nordestina. Objetiva prioritariamente dar foco, palco e defesa à arte preta em essência, regional, tradicional e afro futurista, atuando sistematicamente para a despreconceitualização das manifestações da cultura popular negra atrelado à ações de políticas transversais para a promoção da igualdade racial, enfrentamento a homofobia e educação antirracista. Criando uma vitrine das linguagens do teatro, dança, moda, prática culinária, literatura, atividades formativas, de empreendedorismo, cantos de trabalho, shows musicais de artistas que executem trabalhos de (ou com) referências nas matrizes africanas, debates, troca de experiências, aprendizados, escoamento de produtos e serviços dessa seara cultural, potencializando a economia criativa desta fatia da cultura identitária, promovendo a fruição de bens, itens e serviços culturais que representam as raízes da negritude.

O Festival Magia Negra se apresenta como ponte que liga e/ou religa as manifestações de arte e cultura negra que compõem nossa  brasilidade, ele se apropria de nomes de personalidades, signos e códigos da negritude para auto afirmar a participação efetiva do negro em absolutamente todos os campos da arte, da ciência, da economIa  e dos demais pilares da história mundial. Ele cresceu e alcançou grande visibilidade quando foi reconhecido como uma importante ferramenta da educação antirracista na periferia da Capital Federal pela maior plataforma de cultura digital do mundo, o Google Arts In Culture, do Google,  e desde de sua criação vem chancelando uma forma de realmente atrelar educação e militância antirracista a partir do conhecimento de um movimento ancestral de nossas práticas culturais, proporcionando que a população se reconheça e se reconecte com suas raízes negras para então identificar suas referências nas mais variadas e atuais linguagens de arte, cultura e organização sócio política. 

Em suma o Magia é parte de um movimento de reverência e referência às artes negras, a cada ano ele estende seus braços e laços a locais e pessoas diversas. Em 2019 foi realizado apenas no Complexo Cultural Samambaia recebendo 3 mil pessoas de público presente

As edições e quantitativos do Magia:

I Festival Magia Negra em abril de 2019

Magia negra é ter o sentido exato de quem você é, de onde veio e aonde vai chegar sendo quem é! É reconhecer-se à revelia da ignorância alheia e das imposições sociais, religiosas e políticas. É ser em essência, sem plasticidade! Minha ancestralidade canta mais alto que último grito da moda. Eu valho muito, não me curvo fora da dança, não aceito rédeas nem vontades que não sejam as minhas. Resistir é a principal arma do meu povo e está sempre alerta a disparar! Eu me reconheço em minha cor, minha origem, meu nascer, eu louvo a magia dos meus negros ancestrais e por eles exibo com orgulho minha bunda grande, meus lábios grossos, meus pés chatos, meu cabelo crespo, meu nariz chato, alimento minha insistência, força e autoridade, sou mulher, sou negra, sou forte, não é qualquer um que vai me matar, nem qualquer coisa que vai me comer.

(Referências em mãe Beata de Yemonjá) 

  • 3 mil pessoas de público presente
  • Espaço Sabotage – Oficina de Dança Afro com o coreógrafo Jairo Laranjeira; Oficina de Capoeira com o Mestre Formiguinha; Oficina de composição de Rap com Magu Diga How; Oficina de Cacuriá como Grupo Filha Herdeira; Oficina de percussão com o Projeto Folha Seca
  • Espaço Professor Nelson Inocêncio – Rodas de prosa  com temas: Graduação do preconceito, colorismo e negro homossexual; Valorização da estética negra feminina é resistência ao racismo?; Apropriação da Cultura Negra; Negro no mercado de trabalho cultural
  • Espaço Sérgio Vaz – Contação de História com Rego Júnior, Sarau-Vá convida Slam Q’Brada e Sarau-Vá convida Escalen
  • Passarela Lupita Nyongo – Desfile Diáspora
  •  Espaço Milton Gonçalves – Suene Karim com a performance Renascença, Cristiane Sobral com o espetáculo Esperando Zumbi e Marta Carvalho com o espetáculo Liberdade Assistida
  • Palco Jovelina Pérola Negra – Shows do Grupo Mambembrincantes, Roda de Samba do Milsinho, Martinha do Coco, Tambor de Criola de Seu Teodoro, Samba Rural do Sertão da Bahia com Cid Aroeira, Filhos de Dona Maria
  • Espaço Mãe Meninha do Gantois – Cortejo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro e Cortejo Afoxé Ogum Pá
  • Espaço Á Espera de um Milagre – Exposição fotográfica Negritudes
  •  Feira Grande Otelo – Feira de multi artigos da economia criativa local
  • Espaço Zózimo Bulbul –  Mostra de Filmes, doc, curtas e clipes com temática negra
  • Espaço Central do Brasil – Elaboração de cartas para deficientes visuais

II Festival Magia Negra – Em outubro de 2022

A gente tem que se reencontrar, reescrever a nossa história e produzir os heróis que formaram o coro da nossa resistência (Malcom, Martim, Steve Biko, Dandara, Sojourner…) aos invés dos invasores brancos (Borba Gato, Bandeirantes, padre José de Anchieta, Cristovam Colombo). Consciência Negra é, em essência, a percepção pelo homem negro da necessidade de juntar forças com seus irmãos em torno da causa de sua atuação – sua negritude – e de agir como um grupo, a fim de se libertarem das correntes que os prendem em uma servidão perpétua.

Consciência negra, magia negra, música de preto, a coisa tá preta…Quando bastaria que o todo, consciência, magia, música e “a coisa” apenas fossem, coexistissem junto a diversidade da vida sem a bengala do predicado, num grande movimento não utópico, real aonde tudo é para todos e sendo assim ao se falar consciência, magia, música a frase terminaria aí e o entendimento seria óbvio e indiscriminadamente universal…

Ainda é tempo de luta e será por mais, muitos mais anos. Que a gente não se perca na seletividade rasa e idiota do colorismo nos apontando réguas que supostamente mensuram nosso eu enquanto o outro nos aponta o fuzil. Esse “ainda” cansa, fere, são tiros, pauladas, correntes, cordas, algemas, pés de coturnos e distintivos que nos pisam o pescoço, viaturas nos asfixiam com a fumaça que cessaria nossa morte… Como veem, de fato combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer. 

A cada negro que for, outro negro virá e este carregando a potência de todos os outros, virá impávido, com mais mandiga, audácia, macumba, mais ódio, força, dinheiro, mais bunda, história, cultura, mais empoeiramento e mais cor, uma infindável, infalível, inflamável e inimaginável paleta de MAGIA NEGRA.

(Referências de Steve Biko, Simonal, Sérgio Vaz e Conceição Evaristo)

  • 4 mil pessoas de público presente, 25 mil atingidas virtualmente e 300 alunos de 2 escolas da rede pública de ensino de Samambaia
  • Espaço Ile Aye – Oficina de Dança Afro – José Calixto Cae;Oficina de Auto cuidado cabelo e pele negros – Patrícia Almeida; Oicina Mandinga: Vestindo Pretitudes com Luazi Luango
  • Teatro Abdias do Nascimento  – Gleide Firmino com monólogo Pele; Cia de cantores Líricos de Brasília com a Ópera Infantil João e Maria (parceria); Agô Saravá, Oríkì aos donos de minha cabeça com meu corpo reza, Coreografia de dança afro com Suene Karim.
  • Sarau Jairo Pereira  – Sarau com Jairo Pereira, show Monocromático; Literatura Marginal com Markão Aborígene e Singelo M ; Batalha de rap com Babi MC e Fugazzi MC 
  • Espaço Conceição Evaristo – O que é pretagogia?; Conhecimento e reconhecimento dos grandes líderes negros que não estão nos livros de história como e porquê? mediação Lia Maria. Ultrapassar o preconceito religioso para se introduzir o ensino da cultura africana nas escolas; O preparo e consciência do professor sobre a importância de debater o racismo no cotidiano escolar, mediação de Renata Melo
  • Palco Dona Ivone Lara – Grupo Encantaria das Matas; Filhos de dona Maria; Tambor de Criola Flores de São Benedito; Jongo do Cerrado; RApadura; Coletivo Sambadeiras de Roda
  • Feira Riachão  Feira de multi artigos da economia criativa local
  • Espaço Na Minha Pele  Exposição fotográfica Negritudes
  • Terreiro Matheus Aleluia – Cortejo Afro com o Grupo Afoxé Ogum Pá; Cortejo com Zenga Baque Angola 
  • Espaço Diva Guimarães – Voluntários ouvem lembranças/ relatos, escrevem cartas e anotam depoimentos de pessoas do público que queiram compartilhar suas vivências e memórias afetivas sobre o tema: A criança negra que fui. 
  • Magia Negra Intercâmbio Ubuntu (sou porque somos)  02 participações do músico, poeta, modelo, ator e militante Jairo Pereira, integrante do Grupo Aláfia (SP) e 02 participações da professora, criadora de conteúdo digital anti racista e fundadora do projeto Gente que se Educa, Taynara Silva (AL) para realizar as atividades formativas nas escolas.

Olha o que já fizemos até aqui sem você, pode isso produção??? Não, tá na hora da nossa parceria!

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